Olá meus amores!
Eu não sei como é isso pra vocês, mas eu tenho um certo interesse por tudo que é ligado a mente humana. Talvez por conta disso me interesse muito por assuntos que talvez não interessem a maioria das pessoas, como por exemplo, histórias de crimes reais, serial killers e psicopatia.
Não me entendam mal, eu não acho algo "cool", mas eu me interesso em conhecer essas histórias, e em entender mais sobre a mente dessas pessoas, a fim de adquirir mais conhecimento mesmo, e também porque são assuntos que devem ser estudados, para que possamos compreender e assim, quem sabe, tentar evitar que mais coisas assim ocorram...
Por conta disso, eu não posso ver um documentário sobre o assunto, que já quero assistir imediatamente, rs. E quando saiu esse documentário na Netflix, eu não perdi tempo, e assisti rapidinho, em poucos dias. E hoje eu trouxe a resenha dele pra vocês.
É a história do serial killer mundialmente famoso Ted Bundy. Um assassino conhecido por ser eloquente, e exercer um alto poder de atração sobre as mulheres, algo que não era considerado típico de serial killers, que confessou cerca de 30 assassinatos, mas supõe-se que o número total possa ser o dobro disso.
O documentário gira em torno das fitas de confissão gravadas por um jornalista, que foi chamado pelo próprio Ted Bundy, para que pudesse dar a sua versão dos fatos. No decorrer de cerca de 100 horas de gravações, feitas com Ted no corredor da morte, Bundy fala sobre sua vida no geral, não
confessando os assassinatos, de início. Por conta dessa resistência (e manipulação) de Bundy, o jornalista desenvolve a estratégia de pedir para que Ted fale sobre esses assassinatos em terceira pessoa, como se não fosse ele realmente que tivesse os cometido, e dessa forma, as coisas realmente começam a fluir, e ele começa de fato os relatos terríveis sobre os assassinatos.
É mostrada uma linha do tempo no decorrer do documentário, mostrando fatos de sua vida, desde a infância, até a vida adulta, relatando os anos em que ocorreram todos os assassinatos. Ted se descrevia como alguém popular e sociável, porém os relatos de quem o conheceu na infância, trazidos no documentário, falam que ele era na verdade muito introvertido, que não se relacionava bem com os outros, e que tinha um certo complexo devido a suas origens humildes.
Os assassinatos de Ted Bundy começaram, pelo que dá a entender no documentário, após o término de um relacionamento que ele teve com uma moça que fazia faculdade com ele (Ted era formado em Psicologia, e estava estudando Direito). Percebe-se realmente que todas as mulheres que Ted assassinou tinham características muito similares a essa ex-namorada, o que nos leva a perceber esse instinto doentio de vingança que movia Ted, além, é óbvio, de sua falta de remorso, de empatia, e sua completa falta de escrúpulos, características que o enquadram na psicopatia.

O documentário mostra também o julgamento de Bundy, assim como toda a cobertura midiática que se fez em torno dessa pessoa, e o quanto ele se sentia a vontade em frente as câmeras. Ele dava sorrisinhos, concedia entrevistas, tudo com um ar de superioridade indescritível, não demonstrando nenhum arrependimento. Percebia-se que ele realmente acreditava que iria conseguir se safar desses crimes que cometeu, apenas por ser muito eloquente e acreditar ser mais inteligente que os outros.
Enfim, eu já conhecia a história desse serial killer por alto. Já sabia mais ou menos o que esperar, quais foram os crimes que ele cometeu, etc, mas é bem surpreendente assistir a forma como ele realmente exercia um certo "poder de sedução" sobre as pessoas no geral, sendo extremamente confiante nele mesmo. No decorrer do documentário, confesso que, se eu não conhecesse a história real, eu ficaria em dúvida se ele realmente cometeu os assassinatos, pois ele tem um poder de convencimento, fora do comum! Obviamente, sabendo da realidade, o que eu mais sentia era desprezo, raiva mesmo desse monstro, que cometeu tantas, mas tantas atrocidades com jovens completamente inocentes, e que tinha toda a mídia seduzida por seus "encantos", seu carisma, conseguindo realmente desviar a atenção do público do que realmente importava.


Por fim, não é spoiler, visto que isso aconteceu de verdade, o Ted Bundy é condenado mesmo a morte, e é executado em meio a muitas celebrações do lado de fora da prisão. É um pouco triste ver pessoas comemorando a morte de outra, mesmo sendo um monstro... mas se pararmos para nos colocar no lugar dessas pessoas, não consigo nem imaginar o alívio que devem ter sentido por finalmente a vida desse homem ter tido um fim, e com isso, ter tido fim também a onda de assassinatos terríveis que vinha assolando todo o país.

Quando o documentário foi lançado, houve muito burburinho, a respeito de uma recomendação da Netflix para que não fosse assistido sozinho. Sinceramente, acho que isso não passou de uma bela estratégia de marketing. Sim, há algumas fotos um pouco perturbadoras, mas se você não se sente confortável com esse tipo de assunto, recomendo que nem assista. Se não, é uma série muito interessante, que explica muito bem a vida e toda a trajetória desse assassino, e, por me interessar por esse assunto, eu realmente recomendo!
Mas e aí, você já assistiu esse documentário também? O que achou? Me conta aí nos comentários.
Beijinhos!
"O amigo ama em todos os momentos; é um irmão na adversidade." Pv 17:17