Oie amores!

O "Domingo Poético" consiste numa série de posts em que trarei poesias de diversos autores, buscando maior leveza para iniciar nossa semana. Serão textos para refletir, para nos inspirar, para nos divertir... espero que gostem! ♥


Tomara
(Vinícius de Moraes)

Tomara
Que você volte depressa
Que você não se despeça
Nunca mais do seu caminho
E chore, se arrependa
E pense muito
Que é melhor se sofrer junto
Que viver feliz sozinho

Tomara
Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz

E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais...



Beijinhos!

"Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores." Rm 5:8


Título: Menina Boa Menina Má
Autor: Ali Land
Editora: Record
Pág: 376 


O livro conta a história de Annie, uma menina de 15 anos que denunciou a sua mãe, uma serial killer e psicopata, que assassinava crianças em sua própria casa. Só por essa simples frase já dá pra ter uma dimensão de que essa vai ser uma história bem pesada.

Após a denúncia feita por Annie, a mãe dela é presa, e a menina é levada a um abrigo, onde um psicólogo, Mike, lhe oferece um lar temporário, enquanto ocorrem os trâmites para o julgamento da mãe dela, no qual Annie irá participar. Esta tem seu nome alterado para Milly, a fim de ser preservada nessa nova escola e vizinhança onde estará inserida, para que não a associem a psicopata da sua mãe.

Nessa nova casa onde Milly passa a morar, além do Mike, a família é composta pela esposa dele, Saskia e sua filha Phoebe. Saskia é uma mulher completamente alheia ao mundo ao seu redor, que muitas vezes parece estar chapada de remédios e que não consegue estar inteiramente presente para a família, especialmente para a filha. Phoebe é uma adolescente rebelde em casa, que desrespeita completamente sua mãe e que muitas vezes parece odiá-la, devido ao completo abandono afetivo que sofre por parte dela. Mas na escola Phoebe consegue ser muito pior, realizando bullyng com as pessoas que não se encaixam no que ela enquadra como "normal", ou com aqueles mais frágeis que ela.

O livro vai nos mostrando então a "adaptação" de Milly a essa nova realidade, com Mike lhe fazendo sessões de hipnose pra que ela consiga acessar os conteúdos relacionados aos assassinatos cometidos por sua mãe, para que possa falar melhor sobre isso quando ocorrer o julgamento. Ela também tem que lidar com Phoebe, que a atormenta em todos os sentidos, por achá-la "estranha", pelo fato do Mike passar muito tempo com ela, por ser uma menina muito frustrada com tudo e querer ser o centro das atenções. Phoebe não sabe a verdadeira identidade de Milly. Só quem tem essa informação são os "pais", Mike e Saskia, e a diretora da escola.

Além de ter que lidar com todas essas coisas, Milly fica o tempo todo ouvindo a voz de sua mãe em sua mente, julgando-a, dizendo o que deve ou não fazer, a atormentando em seus sonhos todas as noites. Devido a tudo que presenciou e também tudo o que sofreu, Milly tem traumas psicológicos profundos (além de alguns traumas físicos) e tenta lidar com isso sozinha, não contando ao psicólogo nem a ninguém quais são os seus reais e verdadeiros sentimentos, seus medos, e seus anseios.

O livro é narrado em primeira pessoa por Annie, o que nos deixa ainda mais sufocados, por estarmos na "pele" dessa menina que é tão traumatizada, tão machucada e que foi tão transformada devido as suas vivências.

O começo do livro foi bem angustiante pra mim. A narrativa ia nos revelando aos poucos quem era Milly (Annie), sua mãe, e o que ocorreu na casa dos horrores onde ela vivia. Acompanhar os pensamentos da Milly foi bem pesado, especialmente no início, porque não estava esperando por aquilo sendo exposto assim, tão cru na nossa frente.

O livro como um todo foi muito bem escrito, e nos deixa com aquela sensação de aperto no coração, de desespero por se colocar no lugar da menina, mas também no lugar dos outros personagens, como da Phoebe, que é muito negligenciada pela mãe, da Saskia, que vive em um mundo paralelo a realidade, não estando 100% presente em nenhum momento, do Mike, que tem que conseguir lidar com toda a bagagem de Milly, além de administrar a presença dela no meio de sua família que já é desajustada.

Porém, apesar de ter gostado muito da história, de como os personagens foram se desenvolvendo e se revelando para o leitor, eu achei que o final não foi tudo o que eu esperava. O julgamento da mãe de Annie é realizado praticamente no fim do livro, e era nesse momento que eu esperava que algumas coisas fossem melhor explicadas, eu esperava que, todas aquelas pinceladas sobre o que ocorria na casa, que a gente sabe através de Milly, fosse enfim costurado e explicado com mais detalhes nesse momento. Não detalhes de como a mulher assassinava as crianças, mas como elas chegaram até ela, como era realmente a participação de Annie nessa loucura toda, como foi que tudo chegou no ponto onde chegou. Além disso, a revelação final foi meio que esperada por mim, devido a toda a história de Annie.

Apesar disso, eu achei o livro muito bom. Apesar de ler bastante livros do gênero thriller, suspense, etc, esse me surpreendeu pelo terror psicológico que nos faz sentir, pelas dúvidas que nos causa, por nos despertar a curiosidade de querer saber o que vai acontecer a cada fim de capítulo.

Enfim, apesar de alguns pequenos detalhes, eu gostei demais dessa leitura, e recomendo muito o livro para quem gosta do gênero, porque ele com certeza vai mexer com o leitor.

E você, gosta de livros desse gênero? Já leu Menina Boa Menina Má ? Me conta aí nos comentários o que achou, e se partilha da mesma opinião que a minha.



Beijinhos!



"Na casa do meu Pai há muitos aposentos; se não fosse assim, eu lhes teria dito. Vou preparar-lher lugar." Jo 14:2


Oie amores!

O "Domingo Poético" consiste numa série de posts em que trarei poesias de diversos autores, buscando maior leveza para iniciar nossa semana. Serão textos para refletir, para nos inspirar, para nos divertir... espero que gostem! ♥



Amar
(Carlos Drummond de Andrade)

Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer, amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal,
senão rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o cru,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e
uma ave de rapina.

Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor,
e na secura nossa amar a água implícita,
e o beijo tácito, e a sede infinita.



Beijinhos!



"Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores." Rm 5:8


Título: Revés
Autor: Luciano Otaciano
Pág: 22
Tempo de Leitura: 1 dia

O conto fala sobre um assassinato que ocorre com o dono milionário de uma empresa, e mostra o desenrolar e as consequências disso nas vidas dos que o rodeiam. Desde o filho desse empresário milionário, até o empregado muito bem quisto, vemos como as relações podem ocorrer de forma tão simples na superfície, mas que, no fundo, é enredada por vários poréns, e envolta por muita cobiça, ganância e inveja.

Eu confesso que a muito tempo não lia um conto, então não me lembrava muito do que esperar desse tipo de narrativa.

Nos contos, por serem textos curtos, onde não é possível se demorar muito em explicações e nem desenvolver muito os personagens, creio que o autor deve se esforçar ainda mais para poder passar toda a sua mensagem em poucas palavras, e fazendo com que aquilo faça sentido para o leitor final, que este compreenda a narrativa e que a história toda fique amarrada. E creio que isso ocorreu nesse conto.

Eu gosto muito do gênero policial/suspense/thriller, e acredito que o autor tenha acertado no desenvolver da história, nos apresentando os personagens e nos levando, mesmo em tão curta narrativa, a questionamentos sobre quem seria o assassino, quem seriam os vilões e quem seriam os bonzinhos da história.

Como disse, fazia tempo que não lia contos, mas gostei bastante da experiência, que entrega os mesmos quesitos de um livro policial, mas em poucas páginas, e com qualidade.

Recomendo! Leiam e me contem!


Beijinhos!


"Na casa do meu Pai há muitos aposentos; se não fosse assim, eu lhes teria dito. Vou preparar-lher lugar." Jo 14:2





A série conta a história de Jen, uma sarcástica corretora de imóveis que acabou de se tornar viúva, após um trágico acidente de carro que matou seu marido. Ela vive com seu filho mais velho, que muda seu comportamento após a morte do pai, se tornando o típico adolescente rebelde, e o mais novo, que é um garoto sensível, que se interessa por artes, e que é muito muito fofinho, rs.

Jen convive com uma raiva constante dentro dela, especialmente pelo fato de que seu marido não apenas foi atropelado, como a pessoa que o matou não prestou socorro, e além disso, não foi preso e nem identificado até o momento. 


Sendo assim, ela decide começar a participar de um grupo de apoio a familiares enlutados, e lá ela conhece Judy, uma doce artista, que diz ter perdido seu noivo, porém descobrimos que na realidade suas grandes perdas mesmo foram os cinco abortos que ela havia sofrido no decorrer de sua vida. Elas acabam se tornando amigas, prestando apoio emocional uma a outra primeiro por telefone, depois se tornando cada vez mais próximas, tendo se transformado realmente em melhores amigas.

Em meio a essa amizade que se desenvolve, Judy descobre que Jen tenta encontrar a pessoa que atropelou seu marido por conta própria, já que aparentemente a polícia desistiu de encontrá-lo, por não ter pistas suficientes. Assim, ela usa de seus próprios meios para encontrar aquela pessoa que destruiu sua vida, acreditando que, quando o encontrar, poderá enfim ter paz.


Dead To Me está no catálogo da Netflix, sendo uma produção original da rede de streaming, e veio para o Brasil com o nome de "Disque Amiga para Matar". Fala a verdade se, com esse nome, você daria uma chance para a série? Eu sei que eu não, rs. Mas ainda bem que eu dei, porque é uma série extremamente envolvente e que vale a pena ser assistida.

Com o elenco composto por Christina Applegate, que interpreta Jen; Linda Cardellini, que interpreta Judy, e outros atores de peso, a série é uma daquelas que nos prende do início ao fim, pelo enredo, pela interpretação, pelo suspense que ela nos apresenta a respeito do acidente e de todas as consequências daquilo na vida das personagens principais.



A série é uma mistura de drama, com suspense, com comédia, sendo uma miscelânea de tudo isso, que dá muito certo! Alguns momentos nos mostram cenas de tristeza e que nos causam uma dor tão profunda, que pode fazer chorar os mais sentimentais, como eu, rs. Outras mostram cenas hilárias, com muito humor negro e sarcástico, que realmente quebram o clima pesado da história, e a deixam super super fácil de ver. Finalizei a série, que é composta por 10 episódios tão rapidinho, que nem acreditei quanto acabou.

A única coisa que foi um pouco decepcionante pra mim foi o final da temporada. Acredito que ainda serão lançadas mais temporadas, porque essa acabou sem ter finalizado a história, sabe? Acho que ainda tinha mais coisas para serem fechadas, e eu espero muito que saia uma segunda temporada em breve, porque, meu Deus, que série!



Mas e aí, você já assistiu essa série? Me conta aí nos comentários o que achou!



Beijinhos!


"Lembre de Deus em tudo o que fizer, e Ele lhe mostrará o caminho certo." Pv 3:6


Oie amores!

O "Domingo Poético" consiste numa série de posts em que trarei poesias de diversos autores, buscando maior leveza para iniciar nossa semana. Serão textos para refletir, para nos inspirar, para nos divertir... espero que gostem! ♥



Presságio
(Fernando Pessoa)

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente...
Cala: parece esquecer...

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar, 
E se um olhar lhe bastasse
P'ra saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...





Beijinhos!



"Dediquem-se à oração, estejam alerta e sejam agradecidos." Cl 4:2


Oie amores!

Esse final de semana temos a comemoração da pessoa mais importante das nossas vidas, nossas mamães! ♥
Vamos nos esquecer do papo de que é "mais um dia que o capitalismo inventou para tirar nosso dinheiro", e vamos focar na comemoração desse dia com as nossas mães, avós, ou quem quer que seja que represente esse papel na sua vida, e celebrar esse dia com muito amor e carinho.

E aproveitando essa data festiva, hoje eu trouxe para vocês uma TAG que tem esse tema. É a "Mães Literárias", que eu vi no blog Meu Amor Pelos Livros. .


Mãe do coração: Uma mãe adotiva (Ella - O Maior Amor do Mundo)


Ler esse livro nos dá uma dimensão a respeito da premissa de que "mãe é quem cuida". Nesse caso, vemos o amor de duas mulheres, que são sim as duas mães das crianças, disputando pela guarda de seus filhos.



Mãe divertida: Uma mãe que nos fez dar muita risada. (Becky Bloom)

Quando eu penso em algum personagem que me faz dar risada, a primeira pessoa que me vem a mente é a Becky Bloom. Como mãe ou não, essa é uma personagem incrível demais.



Mãe heroína: Uma mãe que faria qualquer sacrifício pelos filhos. (Mãe de Anna - A Guardiã da Minha Irmã)

Quem já leu esse livro sabe que, além de todos os sacrifícios que Anna, a filha mais nova, tinha que fazer por conta da irmã mais velha que estava doente, havia por trás disso uma mãe leoa, que movia mundos e fundos para salvar a filha, e que acredito que estaria disposta a quase tudo para proteger seus filhos.



Mãe relapsa: uma mãe que não merecia ser mãe. (Mãe de Annie - Menina Boa Menina Má)

O que mais eu posso dizer, além de que a mãe de Annie era uma psicopata, que além de torturar psicologicamente sua filha, também abusava dela fisicamente e a obrigava a presenciar os assassinatos cometidos? O exemplo perfeito de uma mãe que não merecia mesmo ser mãe.



Mãe trabalhadora: Uma mãe muito dedicada à sua profissão. (Alice - Tempo de Partir)

Vemos nesse livro a dedicação e amor da mãe pelo seu trabalho. Num ponto que realmente nos deixa curiosos por conhecer mais sobre o que ela faz, ao mesmo tempo em que vemos o quanto ela tem que se dedicar a isso a fim de conseguir bons resultados. Alice ama tanto o que faz que nos faz amar também durante a leitura.



Pai que é mãe: Um pai que foi mãe também. (Michael - Quando Você Voltar)

É sobre um pai que era muito focado no trabalho, tanto que esquecia de dar a devida atenção à família, mas que se vê obrigado a assumir o seu papel de verdade como pai, e também como mãe de seus filhos, após uma tragédia com sua esposa.


Mãe exemplar: Uma mãe que está muito perto da perfeição. 

Confesso que não consigo achar uma resposta para essa, porque todas as mães que me lembro tem seus defeitos e questões, por isso, acho que não seria justo definir uma como exemplar.


E aí, gostaram da TAG? Quem responder, me avisa que eu quero ir ver as respostas também! :D





Beijinhos!



"Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens." Cl 3:23


Oie amores!

Esse será mais um post, da série de posts do livro "100 segredos das pessoas felizes", do David Niven. 

Serão textos onde falarei sobre algum capítulo do livro que achei interessante, e que acredito que também possa agregar na vida de vocês, fazendo um breve resumo do capítulo em questão.

Hoje falaremos sobre um sentimento que costuma ter um poder paralisante sobre nós, a culpa. Quando algo que fazemos não sai como o esperado, quando falhamos em alguma coisa, quando dizemos algo que não deveríamos, muitas vezes começamos a nos torturar, listando mentalmente nossas falhas, e nos acusando através de nossos próprios sentimentos.

O que devemos ter em mente é que nem tudo está sob nosso controle, e que faz parte do nosso crescimento errar, para podermos crescer aprendendo com esses erros. Por isso, não devemos nos entregar ao sentimento de culpa, pois, remoendo incessantemente nossos erros, podemos perder até a oportunidade de repará-lo.



Uma pessoa feliz não é aquela que nunca erra, e não se mede o nível de felicidade pela quantidade de coisas ruins que acontecem a alguém. Mas uma coisa é certa: uma pessoa que tira conclusões negativas sobre ela mesma quando algo de ruim lhe acontece é certamente menos feliz do que uma pessoa que se trata com maior gentileza. Ou seja, o importante não é o tanto de coisas ruins que nos acontecem, e sim, a forma como encaramos isso.

Espero de verdade que esse texto tenha te ajudado de alguma forma.  E que possamos ser mais compreensivos conosco, nos tratando com mais delicadeza e carinho quando errarmos, e que também consigamos aprender com cada erro e falha, para crescermos e evoluirmos a cada dia mais.

Caso conheça alguém que precise ler essas palavras, compartilhe com ele!


Beijinhos!



"Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens." Cl 3:23


Oie amores!

Eu sempre gostei muito de poesia! Desde que descobri autores como Fernando Pessoa, Cecília Meireles e tantos outros na escola, me encantei pelos seus trabalhos, e passava horas lendo e refletindo sobre cada escrito.

Por conta disso, pelo meu amor pelo gênero literário, e por trazer um post de calmaria para iniciar nossa semana, eu vou inaugurar nosso "Domingo Poético". Sempre com uma poesia para nos inspirar, ou para nos fazer refletir, ou para nos distrair... 

Espero que gostem! ♥


Motivo
(Cecília Meireles)


Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada.




Beijinhos!



"Dediquem-se à oração, estejam alerta e sejam agradecidos." Cl 4:2



"Preferiria mil vezes estar sozinha do que ficar assim, arrastando correntes pela casa, remoendo minhas mágoas. Prefiro não ter você do que tê-lo pela metade."

"O problema eram os seus muito quereres. Ela ainda queria ver suas hidrângeas em flor no outono. Queria votar nas eleições presidenciais. Queria ver o fim daquela maldita guerra. Queria ver seu nome num livro de recordes. Preferia a vida à morte, só isso. Como a maioria das pessoas."




Beijinhos!


"Tu és a minha lâmpada, ó Senhor! O Senhor ilumina-me as trevas." 2Sm 22:29


Título: Um Menino em Um Milhão
Autor: Monica Wood
Editora: Arqueiro

Pág: 348
Tempo de Leitura: 22 dias


O livro conta a história de um escoteiro, com uma personalidade e trejeitos bem peculiares. Não é dito isso especificamente no livro, mas acredito que, devido as características dele, o modo como se portava e se relacionava, ele tinha algum grau de autismo.Como uma de suas tarefas de escoteiro, ele é designada para auxiliar a Srta Ona Vitkus nas tarefas da casa dela. Ela é uma senhora de 104 anos, mas que se mantém ativa e lúcida, e que a comunidade auxilia de diversas maneiras devido a sua idade avançada e por não ter ninguém da família por perto.

O menino logo consegue conquistar Ona, e esta se torna sua amiga. Ele é aficcionado por recordes, e conta a ela sobre os recordes relacionados a idade. Logo, eles começam a almejar que Ona faça parte do Guiness Book, e buscam categorias nas quais ela poderia se encaixar. Definem então que ela poderia entrar para o Guiness como motorista mais velha habilitada, e esta, com o auxílio do menino, passa a se dedicar a tirar uma nova habilitação. Ona tem aulas com ele, que a auxilia na parte teórica enquanto ela treina a parte prática. Ao mesmo tempo, devido a um trabalho da escola, o menino entrevista Ona com seu gravador, e ela conta sua história de vida a ele.

Porém, toda essa amizade de repente é interrompida quando o menino não aparece mais na casa de Ona para cumprir suas tarefas. Em seu lugar, seu pai, Quinn, vai até a casa dela para cumprir com as tarefas do filho. Ona se irrita de início, mas logo descobre o que realmente aconteceu com o menino, que faleceu devido a uma doença impossível de ser diagnosticada previamente, e se entristece muitíssimo. Com a dedicação de Quinn, e seu esforço para conhecer mais o filho através de seu relacionamento com Ona,  ele passa a ganhar a confiança dela, e, pouco a pouco, a se tornar amigo dela também, da mesma forma que seu filho era.

A relação entre Quinn e seu filho nunca foi boa, em parte devido ao fato de que ele não entendia o menino, e também não fazia esforço nenhum para tal. Em parte também porque esteve longe de casa durante muito tempo, pois trabalha como músico profissional, apesar de ser frustrado na profissão e não ter conseguido decolar sua carreira ainda jovem.

Belle, a mãe do menino, fica profundamente deprimida, e não consegue ter ânimo para as mais simples tarefas. A proximidade de Quinn, devido ao falecimento do filho, lhe causa ainda mais tristeza e raiva. Porém, ao se aproximar de Ona, Belle começa a criar forças para superar sua tristeza. Auxiliando Ona numa viagem que ela deseja fazer a um fato de seu passado, junto com Quinn, ela se sente mais próxima também de seu filho, e começa a se fortalecer para voltar a viver sua vida, da melhor forma possível.

Um Menino em Um Milhão é um livro narrado em terceira pessoa, sendo os trechos em que ocorrem as entrevistas narrado em primeira pessoa, sendo Ona contando sua história.

Esse foi um livro que me surpreendeu positivamente do início ao fim.Devido a sinopse, não havia me interessado muito, mas, ao ver o livro exposto na biblioteca, resolvi dar uma chance a essa leitura. E, que bom! Porque o livro é encantador! A história de um menino que, mesmo após sua morte, conseguiu transformar a vida das pessoas a sua volta, é algo muito emocionante. A história de vida da Ona também é muito comovente, devido a tudo o que aconteceu em sua longa trajetória. Ela, que já não esperava mais muito da vida, vê um novo recomeço através do menino, que lhe inspira sonhos e anseios que ela ainda quer realizar.

A leitura é um pouco longa, mas não achei que a história se arrastou. Havia muito que ser contado em relação a Ona, e também sobre os outros personagens, então achei que a história fluiu bem, e ao final, o leitor fica com a sensação de que a trama está toda fechadinha.

O final desse livro, confesso, me fez derramar algumas lágrimas. E por isso, por toda a história tocante, por tudo o que o autor consegue nos fazer sentir no decorrer da leitura, em relação a proximidade da morte em comparação com a brevidade da vida em outros casos, esse foi um livro que eu fiquei muito satisfeita por ter conseguido concluir ainda esse ano.

Recomendo fortissimamente! Leiam e me contem!


Beijinhos!


"Na casa do meu Pai há muitos aposentos; se não fosse assim, eu lhes teria dito. Vou preparar-lher lugar." Jo 14:2


Oie meus amores!

Olha só quem voltei! *-*

Esse mês de Abril foi um mês que eu não consigo nem explicar. Contando tudo o que me aconteceu, parece até brincadeira, rs. Mas eu passei mais tempo do mês no hospital, e gastei mais com remédios, do que em qualquer outro mês que me lembre.

Agora estou bem, e voltei, e morri de saudades de escrever aqui, rs.

Mas chega de enrolação, porque hoje eu trouxe para vocês a minha TBR para o mês de Maio.

1. Não Confie Em Ninguém (Charlie Donlea)

O destino de Grace Sebold toma um rumo inesperado durante uma viagem com o namorado. O rapaz é assassinado... e ela é condenada pelo crime. Depois de dez anos na prisão, surge a chance de Grace provar sua inocência ao conhecer a cineasta Sidney. Em uma documentário que exibe as falhas do processo, a cineasta questiona se a condenação foi fruto de incompetência policial ou se a jovem foi vítima de uma conspiração. Antes do término das filmagens, o clamor popular leva o caso a ser reaberto, mas um novo fato provoca uma reviravolta: Sidney recebe uma carta anônima afirmando que ela está sendo enganada pela assassina. A cineasta começa a investigar o passado de Grace e quanto mais se aprofunda na história, mais dúvidas aparecem. No entanto, agora o que está em jogo não é apenas a repentina fama e carreira, mas sua própria vida.




2. Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban (J K Rowling)

Durante 12 anos o forte de Azkaban guardou o prisioneiro Sirius Black, acusado de matar 13 pessoas e ser o principal ajudante de Voldemort, o Senhor das Trevas. Agora ele conseguiu escapar, deixando apenas uma pista: seu destino é a escola de Hogwarts, em busca de Harry Potter. Neste livro o leitor estará mais uma vez mergulhando no mundo mágico de Hogwarts e participando de aventuras repletas de imaginação, humor e emoção, que repetem o encantamento proporcionado pelos livros anteriores dessa maravilhosa série de J. K. Rowling.


Sim, já faz uns 3 meses que Harry Potter está na minha listinha, e eu não consigo ler. Nem é por nada, mas foram surgindo outros livros que eu queria muito ler, e acabei passando na frente, rs. Mas agora vai, pelo amor de Deus.

Eu só coloquei dois livrinhos esse mês porque o primeiro, do Charlie Donlea é bem grosso, e não sei se dou conta de ler mais livros. Além disso, estou fazendo a leitura de alguns livros religiosos, mais para reflexão e crescimento pessoal, então quero deixar um espacinho no meu mês para esses livros.

E vocês, quais serão os livros que pretendem ler nesse mês de Maio? Me conta aí nos comentários.



Beijinhos!


"Dediquem-se à oração, estejam alerta e sejam agradecidos." Cl 4:2


Oie amores!

Esse será mais um post, da série de posts do livro "100 segredos das pessoas felizes", do David Niven. 

Serão textos onde falarei sobre algum capítulo do livro que achei interessante, e que acredito que também possa agregar na vida de vocês, fazendo um breve resumo do capítulo em questão.

O texto de hoje pode ser um pouco polêmico, pois fala sobre uma atividade que a maioria de nós realiza, e as vezes até sem perceber. Vamos falar sobre assistir televisão.

O autor fala especialmente sobre a televisão, mas eu tomo a liberdade de estender isso também para o tempo que passamos conectados. Quando se trata desses tipos de mídia, muitos de nós somos consumidores vorazes, que não resistem a um tempo zapeando pelos canais, ou mesmo rodando a bolinha do nosso mouse nas redes sociais. Muitas vezes nós nem realizamos esses atos de maneira consciente, mas estamos ali pelo simples fato de estarmos acostumados a utilizar nosso tempo dessa maneira. E estamos tão "viciados" nisso, que muitas vezes estamos assistindo algo que nem queremos de verdade ver.



Essas mídias tem realmente o poder de nos afastar do que há de fundamental nas nossas vidas. E estudos feitos por psicólogos constaram que há pessoas que assistem tanta televisão que tem sua capacidade de desenvolver uma conversa prejudicada.

Quando você estiver na frente da televisão, ou utilizando suas redes sociais, faça a seguinte pergunta a si mesmo: Eu quero mesmo ver isso? Ou eu poderia estar utilizando meu tempo de outra forma, como conversando com meus amigos ou minha família, lendo um bom livro, fazendo uma caminhada... ?

Não faça uso dessas ferramentas apenas porque estão lá, e porque você está acostumado a fazer isso. Se policie para utilizá-las somente quando realmente estiver passando algo que você queira assistir, ou quando realmente você tem algo para fazer nas suas redes sociais. Fazendo isso, você vai aprender a usar o seu tempo de uma forma muito mais proveitosa e criativa, e que com certeza trarão mais prazer do que o entorpecimento que a televisão (e as redes sociais) podem nos trazer.

O livro traz, por fim, uma pesquisa que mostra que assistir televisão em excesso pode aumentar nosso consumismo, e que cada hora gasta em frente a televisão reduz cerca de 5% da nossa satisfação pessoal.

Espero de verdade que esse texto tenha te ajudado de alguma forma.  E que possamos fazer um uso consciente e equilibrado dessas ferramentas que nos estão disponíveis, que nos entretêm, mas que não devem ser utilizadas em excesso, a fim de não prejudicar outros aspectos de nossas vidas.

Caso conheça alguém que precise ler essas palavras, compartilhe com ele!


Beijinhos!



"Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens." Cl 3:23